PARA LER E REFLETIR

OS TRÊS LEÕES  (PARA LER E REFLETIR) escrito em terça 28 outubro 2008 03:26

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foto: Autor(a) Fernando Quevedo de Oliveira Os Três Leões Numa determinada floresta havia 3 leões. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse: - Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar: existem 3 leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei? Os 3 leões souberam da reunião e comentaram entre si: - É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma floresta não pode ter 3 reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido. Mas como descobrir ? Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos. O impasse estava formado. De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de muito tempo eles tiveram uma idéia excelente. O macaco se encontrou com os 3 felinos e contou o que eles decidiram: - Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil. - Montanha Difícil ? Como assim ? - É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês 3 deverão escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado o rei dos reis. A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada. O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os 3 foram derrotados ? Foi nesse momento que uma águia sábia, idosa na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra: - Eu sei quem deve ser o rei. Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa. Todos gritaram para a Águia: - A senhora sabe, mas como sabe? - É simples... eu estava voando entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram fracassados para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha. O primeiro leão disse: - Montanha, você me venceu! O segundo leão disse: - Montanha, você me venceu! O terceiro leão também disse que foi vencido, mas, com uma diferença. Ele olhou para sua dificuldade e disse: - Montanha, você me venceu, por enquanto! mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo. E calmamente a águia completou: - A diferença é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros! Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis. O que quer dizer esta fabula é que não importa o tamanho de seus problemas ou dificuldades que você tenha; seus problemas, pelo menos na maioria das vezes, já atingiram o clímax, já estão no nível máximo - mas você não.... Você ainda está crescendo. Você é maior que todos os seus problemas juntos e ainda não chegou ao limite de seu potencial e performance. A Montanha das Dificuldades tem tamanho fixo, limitado.... e, vale lembra aquela sábia frase: "Não diga a Deus que você tem um grande problema, mas diga ao problema que você tem um grande Deus"

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UM MINUTO APENAS  (PARA LER E REFLETIR) escrito em domingo 28 setembro 2008 23:04

Blog de ulyssesdorego : ulysses Mazza, UM MINUTO APENAS

 Lúcia era uma mulher feliz, como poucas, acreditava. Casada com o homem por quem se apaixonara nos verdes anos da adolescência, vivia o sonho da mulher realizada. Um filho lhe viera coroar a felicidade. Que mais ela poderia desejar? Acordava pela manhã e saudava o dia cantarolando. Com alegria realizava as tarefas do lar, cuidava do filho, aguardava o marido. Tudo ía muito bem até o dia em que descobriu que o homem que tanto amava, a traía. E não era de agora. O problema vinha tomando corpo ha algum tempo. Magoada, se dirigiu ao marido e exigiu-lhe respeito. A resposta foi brutal, violenta. O homem encantador tornou-se raivoso, briguento. Chegou a bater-lhe.Foi nesse dia que Lúcia teve a certeza de que seu casamento acabara. Não poderia continuar vivendo com alguém que chegara à agressão física. Então, acordou na manhã de tristeza, depois de uma noite de angústia, e tomou uma séria decisão. Iria se matar. Acabar com a própria vida. Mais do que isto, ela desejava vingança. Por isso, tomou o filho de quatro anos pela mão e decidiu que o mataria. Queria que o marido ficasse com drama de consciência. Seu destino era o farol da Barra, na cidade de Salvador, Bahia, onde residia. Ela sabia que era um local onde o mar batia com violência no penhasco. A rua por onde transitava era muito movimentada. Enquanto aguardava para fazer a travessia, a criança escapou da sua mão e correu por entre os carros. Ela se desesperou. Estranho paradoxo. Conduzia a criança para jogá-la ao mar mas, quando a vê correr perigo, esquece de si mesma e vai-lhe no encontro, agarra-a e a puxa pela mão, um tanto nervosa. Neste momento, a criança se abaixa, alheia a tudo que se passava, e recolhe do chão um papel. Lúcia o toma das mãos do pequeno e um título, em letras grandes, lhe chama a atenção: UM MINUTO APENAS. Ela lê: "num minuto apenas, a tormenta acalma, a dor passa, o ausente chega. O dinheiro muda de mão, o amor parte, a vida muda." Vai andando, puxando a criança e lendo a página. Era uma página mediúnica que vinha assinada por um Espírito. Ela terminou de ler. Passou o ímpeto. Em um minuto. Parou, olhou ao redor e verificou que tinha chegado ao seu destino. O penhasco estava próximo. Sentou-se e teve uma crise de choro. O impulso de se matar havia desaparecido. Tornou a ler a mensagem. Ela se recordou de um senhor que era espírita e trabalhava no banco, no mesmo onde seu marido trabalhava. Foi para casa. Lembrou que um dia, jantando em casa dele, ele falara algo sobre Espiritismo. Algo que ela e o marido, por terem outra formação religiosa, rechaçaram de imediato. Ela lhe telefonou, pediu-lhe orientação e ele a encaminhou a uma Casa Espírita.Atendida por companheiro dedicado, que lhe ouviu os gritos da alma aflita, passou a buscar na oração sincera, na leitura nobre, no passe reconfortante, as necessárias forças para superar a crise. O marido, notando-lhe a mudança, a calma, no transcorrer dos dias, a seguiu em uma das suas saídas do lar. Desconfiado adentrou ele também na Casa Espírita, para descobrir uma fonte de consolo e esclarecimento. Hoje, ambos trabalham na seara Espírita. Reconstituíram sua vida, refizeram-se. Os anos rolaram, o garoto é um adolescente e mais dois filhos se somaram a ele. Mudança de rumo. A vida muda, em um minuto apenas. Em um minuto apenas Deus providencia o socorro. Pode ser um coração atento, uma mão amiga ou um pedaço de papel impresso, caído na calçada. Papel que o vento não levou para longe. Um minuto apenas e o amor volta, a esperança renasce. Um minuto apenas e o sol rompe as nuvens, clareando tudo. Não se desespere, espere. Um minuto apenas. O socorro chega. O panorama se modifica. A vida refloresce. Tenha paciência. Não se entregue à desesperança. Aguarde. Enquanto você sofre, Deus providencia o auxílio. Aguarde. Um minuto apenas.

 A Viagem - Instrumental

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AS TRÊS PERGUNTAS DO REI  (PARA LER E REFLETIR) escrito em segunda 18 agosto 2008 04:50

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http://images.mariluz1325.multiply.com/image/1/photos/upload/300x300/R0HtawoKCtoAABk00ss1/th_Uni3.gif?et=S%2CbctUBz1vP97zJjcv5ZSg


Conta-se que num país longínquo, há muitos séculos, um rei se sentiu intrigado com algumas questões. Desejando ter respostas para elas, resolveu estabelecer um concurso do qual todas as pessoas do reino poderiam participar. O prêmio seria uma enorme quantia em ouro, pedras preciosas, além de títulos de nobreza. Seria premiado com tudo isto quem conseguisse responder a três questões: Qual é o lugar mais importante do mundo? Qual é a tarefa mais importante do mundo? Quem é o homem mais importante do mundo? Sábios e ignorantes, ricos e pobres, crianças, jovens e adultos se apresentaram, tentando responder as três perguntas. Para desconsolo do rei, nenhum deles deu uma resposta que o satisfizesse. Em todo o território apenas um único homem não se apresentou para tentar responder os questionamentos. Era alguém considerado sábio, a quem não importava as fortunas nem as honrarias da terra. O rei convocou esse homem para vir à sua presença e tentar responder suas indagações. E o velho sábio respondeu a todas: O lugar mais importante do mundo é aquele onde você está. O lugar onde você mora, vive, cresce, trabalha e atua é o mais importante do mundo. É ali que você deve ser útil, prestativo e amigo, porque este é o seu lugar. A tarefa mais importante do mundo não é aquela que você desejaria executar, mas aquela que você deve fazer. Por isso, pode ser que o seu trabalho não seja o mais agradável e bem remunerado do mundo, mas é aquele que lhe permite o próprio sustento e da sua família. É aquele que lhe permite desenvolver as potencialidades que existem dentro de você. É aquele que lhe permite exercitar a paciência, a compreensão, a fraternidade. Se você não tem o que ama, importante que ame o que tem. A mínima tarefa é importante. Se você falhar, ou se omitir, ninguém a executará em seu lugar, exatamente da forma e da maneira que você o faria. E, finalmente, o homem mais importante do mundo é aquele que precisa de você, porque é ele que lhe possibilita a mais bela das virtudes: a caridade. A caridade é uma escada de luz. E o auxílio fraternal é oportunidade luminosa. É a mais alta conquista que o homem poderá desejar. O rei, ouvindo as respostas tão ponderadas e bem fundamentadas, aplaudiu agradecido. Para sua própria felicidade, descobrira um sentido para a sua vida, uma razão de ser para os seus últimos anos sobre a Terra. Muitas vezes pensamos em como seria bom se tivéssemos nascido em um país diferente, com menos miséria, sem taxas tão altas de desemprego e gozando de melhores oportunidades. Outras vezes nos queixamos do trabalho que executamos todos os dias, das tarefas que temos, por achá-las muito simples, sem importância. Desejamos que determinadas pessoas, importantes, de evidência social ou financeira pudessem estar ao nosso lado para nos abrir caminhos. Contudo, tenhamos certeza: Estamos no lugar certo, na época correta, com as melhores oportunidades, com as pessoas que necessitamos para nosso crescimento interior. Nada é por acaso!

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São Francisco no Céu  (PARA LER E REFLETIR) escrito em sábado 05 julho 2008 18:45

São Pedro tirou férias e São Francisco o substituiu, por bem conhecer a alma humana. Após alguns dias, no entanto, notou-se que menos pessoas estavam entrando no céu. Um anjo curioso foi ver se descobria porque e ficou a observar São Francisco. O próximo da fila era um homem bem apessoado, de aparência até nobre. Qual não foi o espanto do anjo quando viu que, enquanto o homem se aproximava de São Francisco, pulou no colo do Santo um belo pastor alemão. - Feroz, aí está o seu antigo senhor. O que me dizes? perguntou o Santo ao cão. - São Francisco, ele me deixou preso a uma corrente minha vida inteira, fizesse sol ou chuva, e me chutava e me batia todo o tempo. Até que um dia não resisti e estou aqui! Ao homem, São Francisco fechou as portas do céu. Então, foi a vez de uma senhora de aparência bondosa. No colo do Santo, uma gata persa que disse: - São Francisco, ela me mostrava aos amigos que chegavam e passeava comigo no shopping. Mas em casa, me esquecia num canto e viajava sem me deixar água ou comida suficiente. Quando adoeci, sem ao menos tentar me salvar, ela mandou me sacrificar e comprou outro pobre animal. São Francisco também lhe fechou as portas do céu. Chegou então uma jovem. Uma gatinha novinha logo pulou no colo do santo. A jovem disse assustada: - Mas nunca tive filhotes! Somente um gato macho que ainda vive! A gatinha miou baixinho: - Eu sou um dos filhotinhos que seu gato gerou na rua e que, abandonados, desnutridos, morreram doentes poucos dias depois de nascidos. Tudo porque você não queria castrá-lo nem deixá-lo em casa. Essa jovem também não entrou no céu. Finalmente, chegou a vez de um senhor idoso. Mas, quando ele chegou a São Francisco, nenhum animal apareceu. O Santo perguntou: - Nunca tiveste um bicho de estimação? O senhor respondeu: - Não! Porque não quis animais de estimação. Verificadas outras pendências, São Francisco abriu as portas do céu para o homem. O anjo, surpreso, perguntou: - Mas ele desgostava tanto dos bichos que nem os tinha! São Francisco respondeu: - Não ter bichos não é pecado. Os homens que dizem gostar e os têm e os tratam mal, como se fossem bibelôs ou brinquedos, se esquecem que seus animais de estimação não são suas criaturas, mas criaturas de Deus aos homens confiadas para alegrar suas vidas. Esses sim, prestarão contas de como cuidaram dos animais sob sua responsabilidade

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Presença divina  (PARA LER E REFLETIR) escrito em sexta 23 maio 2008 03:16

Presença Divina Um homem, ignorante ainda das Leis de Deus, caminhava ao longo de enorme pomar, conduzindo um pequeno de seis anos. Eram Antoninho e seu tio, em passeio na vizinhança da casa em que residiam. Contemplavam, com água na boca, as laranjas maduras, e respiravam, a bom respirar, o ar leve e puro da manhã. A certa altura da estrada, o velho depôs uma sacola sobre a grama verde e macia e começou a enchê-la com os frutos que descansavam em grandes caixas abertas, ao mesmo tempo que lançava olhares medrosos, em todas as direções. Preocupado com o que via, Antoninho dirigiu-se ao tio e indagou: - Que fazes, titio? Colocando o indicador da mão direita nos lábios entreabertos, o velho respondeu: - Psiu!... psiu! Em seguida, acrescentou em voz baixa: Aproveitemos agora, enquanto ninguém nos vê, e apanhemos algumas laranjas, às escondidas. O menino, contudo, muito admirado, apontou com um dos pequenos dedos para o céu e exclamou: - Mas, o senhor não sabe que Deus nos está vendo? Muito espantado, o velho empalideceu e voltou a recolocar os frutos na caixa, de onde os havia retirado, murmurando: - Obrigado, meu Deus, por haveres despertado a minha consciência, pelos lábios de uma criança. E, desde esse momento, o tio de Antoninho passou a ser realmente outro homem.

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