Divulgação/Gov. Dinamarca Hans Christian
Andersen Hans Christian Andersen era filho de um sapateiro e sua
família morava num único quarto. Apesar das
dificuldades, ele aprendeu a ler desde muito cedo e adorava ouvir
histórias. A infância pobre deu a Andersen a chance de
conhecer os contrastes de sua sociedade, o que influenciou bastante
as histórias infantis e adultas que viria a escrever. Em
1816, seu pai morreu e ele, com apenas 11 anos, precisou abandonar
a escola, mas já demonstrava aptidão para o teatro e
a literatura. Aos 14 anos, Andersen foi para Copenhague, onde
conheceu o diretor do Teatro Real, Jonas Collin. Andersen trabalhou
como ator e bailarino, além de escrever algumas
peças. Em 1828, entrou na Universidade de Copenhague e
já publicava diversos livros, mas só alcançou
o reconhecimento internacional em 1835, quando lançou o
romance "O Improvisador". Apesar de ter escrito romances adultos,
livros de poesia e relatos de viagens, foram os contos infantis que
tornaram Hans Christian Andersen famoso. Até então,
eram raros livros voltados especificamente para crianças. Em
suas histórias Andersen buscava sempre passar padrões
de comportamento que deveriam ser adotados pela sociedade,
mostrando inclusive os confrontos entre poderosos e desprotegidos,
fortes e fracos. Ele buscava demonstrar que todos os homens
deveriam ter direitos iguais. Entre 1835 e 1842, Andersen
lançou seis volumes de "Contos" para crianças. E
continuou escrevendo contos infantis até 1872, chegando
à marca de 156 histórias. No final de 1872, ficou
muito doente e permaneceu com a saúde abalada até 4
de agosto de 1875, quando faleceu, em Copenhague. Graças
à sua contribuição para a literatura para a
infância e adolescência, a data de seu nascimento, 2 de
abril, é hoje o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil.
Além disso, o mais importante prêmio internacional do
gênero leva seu nome. Anualmente, a International Board on
Books for Young People (IBBY) oferece a Medalha Hans Christian
Andersen para os maiores nomes da literatura infanto-juvenil. A
primeira representante brasileira a ganhá-la foi Lygia
Bojunga, em 1982. Entre os títulos mais divulgados da obra
de Andersen encontram-se: "O patinho feio"; "O soldadinho de
chumbo"; "A roupa nova do Imperador", "A pequena sereia" e "A
Menina dos Fósforos". São textos que fazem parte do
imaginário da maioria das crianças do mundo desde sua
publicação até a atualidade, tendo sido
adptados para o cinema, o teatro, a televisão, o desenho
animado, etc.
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