"Soneto da Fidelidade"  (GRANDES NOMES) escrito em terça 05 junho 2007 05:15

" De tudo, ao meu aentomor serei at

 Antes, e com tal zêlo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e darramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contetentamento.

 E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

 Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, pôsto que e chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Autor: Vinicius de Moraes

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