Em 1960,
registrou sua primeira atuação em estúdio,
participando da faixa "Acalanto" (Dorival Caymmi), no LP de seu
pai, que compôs a canção em sua homenagem,
quando a cantora era ainda criança. Lançou,
também, seu primeiro disco solo, um 78 rpm, contendo as
músicas "Adeus" (Dorival Caymmi) e "Nossos beijos" (Hianto
de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano,
assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa
"Sucessos Musicais", produzido por Fernando Confalonieri. Em
seguida, passou a apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o
programa "A Canção de Nana", produzido por Eduardo
Sidney. Em 1961, casou-se com o médico Gilberto José
Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nesse país,
nasceram suas filhas Stella Teresa, em 1962, e Denise Maria, em
1963. Gravou, nesse ano, seu primeiro LP, "Nana", com arranjos de
Oscar Castro Neves. Em 1964, participou do disco "Caymmi visita Tom
e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo", ao lado do pai e dos
irmãos. No ano seguinte, separou-se do marido e voltou
grávida para o Brasil, com suas filhas pequenas. Em 1966,
nasceu seu filho, João Gilberto. Nesse mesmo ano, venceu o I
Festival Internacional da Canção (TV Globo),
interpretando a canção "Saveiros" (Dori Caymmi e
Nelson Motta). Apresentou-se no programa "Ensaio Geral" (TV
Excelsior), ao lado de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso,
Tuca, Toquinho e Maria Bethânia, entre outros. Ainda nesse
ano, assinou contrato com a TV Record, de São Paulo, e
casou-se com o cantor e compositor Gilberto Gil, com quem
compôs "Bom dia", canção apresentada pelos
autores no III Festival de Música Brasileira (TV Record), em
1967. No ano seguinte, terminou seu contrato com a TV Record.
Estreou, no Rio de Janeiro, o show "Barroco" e separou-se de
Gilberto Gil. Em 1969, foi citada por Carlos Drummond de Andrade no
poema "A festa (Recapitulação)", publicado na
edição do dia 23 de fevereiro do jornal "Correio da
Manhã". Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi
em Punta del Este (Uruguai). Participou do espetáculo
"Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio
Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves
(Salvador) e no Teatro de Bolso (RJ). No ano seguinte, cantou
"Morena do mar" (Dorival Caymmi), na II Bienal do Samba (TV
Record). Voltou a Punta del Este, para novas temporadas, em 1971 e
em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi, no
Café del Puerto. Em 1973, apresentou-se com sucesso em
Buenos Aires (Argentina). No ano seguinte, realizou um show, com o
conjunto argentino Camerata, no Camerata Café Concert, em
Punta Del Este (Uruguai). Lançou na Argentina, pela
gravadora Trova, ainda em 1974, o LP "Nana Caymmi", que vendeu 20
mil cópias. O disco, divulgado Rádio Jornal do Brasil
por Simon Khoury, chamou a atenção das gravadoras
brasileiras. No ano seguinte, acompanhada pela Camerata, foi
recebida pela mídia como Grande Show Woman, em sua temporada
anual na Argentina. Após um jejum de oito anos no mercado
fonográfico brasileiro, lançou, em 18 de junho de
1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ), o LP
"Nana Caymmi" (CID). O disco alcançou o 77º lugar no
Hit Parade Carioca, uma semana após o lançamento.
Fez, ainda, uma temporada, no mês de julho, na boate
Igrejinha (SP), sendo citada por Tárik de Souza, no "Jornal
do Brasil", como a "Nina Simone brasileira" e provocando a
admiração de Caetano Veloso, que considerou sua
interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de
Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira. No
dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o Troféu
Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela
Associação Brasileira de Produtores de Discos.
Participou da trilha sonora de "Maria Maria", espetáculo do
Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e
Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado
de Ivan Lins, no Teatro João Caetano (RJ), pelo projeto
"Seis e Meia". Ainda em 1976, lançou o LP "Renascer", com
show no Teatro Opinião". A canção "Beijo
partido" (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na
trilha sonora da novela "Pecado Capital" (TV Globo). Em 1977,
gravou novo LP, pela RCA-Victor. O disco contou com a
participação de Dorival Caymmi na faixa "Milagre",
canção inédita do compositor, e teve show de
lançamento no Teatro Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a
gravadora CID lançou no mercado brasileiro o disco "Nana
Caymmi", gravado na Argentina em 1974, com o título
"Atrás da porta". Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o
"Projeto Pixinguinha" (Funarte). Em 1978, apresentou-se com Dori
Caymmi pelo "Projeto Pixinguinha". O show, dirigido por Arthur
Laranjeiras, estreou no Teatro Dulcina (RJ) e prosseguiu em
Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano,
lançou, pela Odeon, o LP "Nana Caymmi", contendo a faixa
"Cais" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), incluída na
trilha sonora da novela "Sinal de Alerta" (TV Globo). Em 1979,
apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do
Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo
ano, casou-se com o cantor e compositor Claudio Nucci. Em 1980,
comandou "Nana Caymmi e seus amigos muito especiais", série
de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro
Villa-Lobos, com a participação de Isaurinha Garcia,
Rosinha de Valença, Cláudio Nucci, Zezé Mota,
Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards
Macalé e Claudio Cartier, entre outros. Fez temporada no
Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa (RJ) e realizou
espetáculo de lançamento do disco "Mudança dos
ventos" (Odeon), viajando em turnê de shows pelo país.
Participou, ao lado do Boca Livre, do "Projeto Pixinguinha". Em
1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo Barbosa
e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha
sonora da novela "Brilhante" (TV Globo). Seu espetáculo, na
Sala Funarte, foi apontado pelo "Jornal do Brasil" como um dos dez
melhores do ano. Em 1982, apresentou-se em Algarve (Portugal).
Realizou uma participação na novela "Champagne" (TV
Globo), representando a si mesma e cantando "Doce presença"
(Ivan Lins e Victor Martins), ao lado do pianista Edson Frederico.
A canção foi incluída na trilha sonora da
novela. No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano,
o LP "Voz e suor" (Odeon). Apresentou-se, ao lado do pianista, no
150 Night Club (SP), para lançamento do disco. Em 1984,
separou-se de Claudio Nucci. Participou do Festival de Nice
(França), com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros.
No ano seguinte, sua gravação de "Flor da Bahia"
(Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) foi incluída na
trilha sonora de da minissérie "Tenda dos Milagres" (TV
Globo), baseada no romance homônimo de Jorge Amado. No final
de 1986, em comemoração ao centenário de
nascimento de Villa-Lobos, iniciou uma série de shows pelo
país, que teve continuidade no ano seguinte, interpretando
obras do compositor, ao lado de Wagner Tiso e do grupo Uakti. Em
1987, fez temporada de shows em Madri (Espanha). Lançou o
disco "Nana", contando com a participação de seu
filho, João Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e
Paulo Zdanowski). No dia 3 de outubro desse mesmo ano, nasceu sua
primeira neta, Marina, filha de Denise e Carlos Henrique de Meneses
Silva. Em 1988, fez show de lançamento do disco "Nana", no
L’Onoràbile Società (SP) e no People Jazz (RJ),
seguindo em turnê pelo país. Em 1989, participou da
coletânea "Há sempre um nome de mulher", LP duplo
produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do aleitamento
materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas "Dora" e
"Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado de
Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e
participou do Festival Internacional de Jazz de Montreux
(Suíça). A apresentação foi gravada ao
vivo, gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano,
pela EMI-Odeon. No dia 16 de dezembro, seu filho, João
Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de
motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se
exclusivamente ao filho acidentado. Em 1991, voltou ao
cenário artístico, participando, ao lado do
irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show
Festival (RJ), que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim. Participou,
com Dorival e Danilo Caymmi, do XXV Festival Internacional de Jazz
de Montreux. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco
"Família Caymmi em Montreux", lançado no Brasil, no
ano seguinte, pela PolyGram. Em 1992, participou, no Rio Centro
(RJ), da segunda edição do "Rio Show Festival", ao
lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela
Sony Music, o disco "O melhor da música brasileira",
apresentando-se em temporada de shows na casa noturna Jazzmania
(RJ). No dia 24 de abril desse mesmo ano, nasceu Carolina, sua
segunda neta, filha de Denise e Carlos Henrique de Meneses Silva.
Participou do "SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de
Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil. Em 1993, viajou a
Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto, ao lado de
Dorival e Danilo Caymmi. Gravou o disco "Bolero" (EMI),
apresentando-se em longa temporada de shows no People Jazz (RJ) e
seguindo em turnê pelo país. Esteve, também, em
Nova York, onde se apresentou no Blue Note, em show que contou com
a participação de Danilo Caymmi. Em 1994,
lançou o CD "A noite do meu bem - As canções
de Dolores Duran" (EMI), que contou com a
participação de sua filha Denise Caymmi na faixa
"Castigo". Fez show de lançamento do disco no
Canecão, em seu primeiro espetáculo solo nessa casa,
seguindo em turnê pelo país. Em 1996, apresentou-se no
Teatro Castro Alves (Salvador), ao lado de Daniela Mercury, do pai
Dorival e dos irmãos Dori e Danilo, em dois
espetáculos comemorativos dos 50 anos das empresas
Odebrecht. Lançou, nesse mesmo ano, o disco "Alma serena"
(EMI), no Canecão (RJ) e no Palace (SP), seguindo em
turnê pelo país. Viajou, em seguida, para os Estados
Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova York, ao lado de
Dori Caymmi. Em 1997, gravou, no Teatro Rival (RJ), seu primeiro
disco solo ao vivo, "No coração do Rio" (EMI),
seguindo em turnê pelo país. Em 1998, lançou o
CD "Resposta ao tempo" (EMI), contendo a canção
homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
escolhida como tema musical de abertura da minissérie "Hilda
Furacão" (TV Globo). A música obteve bastante
destaque, tendo sido muito executada nas rádios, nesse ano.
Apresentou-se, novamente, no Canecão, em show de
lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê
pelo país. Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de
Ouro de sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD
"Resposta ao Tempo" (EMI), seguindo-se o convite da TV Globo para
cantar "Suave veneno" (Cristóvão Bastos e Aldir
Blanc), canção escolhida como tema da novela
homônima. Lançou a coletânea "Nana Caymmi - Os
maiores sucessos de novela" (EMI). Participou, ainda, do songbook
de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa "Olhos nos
olhos". Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco,
lançou o CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol
uma seleção de boleros, como "Acércate
más" (Osvaldo Farrés) e "Solamente una vez" (Agustin
Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e
Cristóvão Bastos. Em 2001, gravou o CD "Desejo",
produzido por José Milton, com a participação
de Zeca Pagodinho, em dueto com a cantora em "Vou ver Juliana"
(Dorival Caymmi), Ivan Lins, ao piano na faixa "Só prazer"
(Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice, filha de
Danilo Caymmi, em dueto com a tia na música "Seus olhos", de
autoria da irmã, Juliana Caymmi. O disco registrou, com
arranjos de Cristóvão Bastos, Dori Caymmi, Lincoln
Olivetti e Paulão 7 Cordas, as canções
"Saudade de amar" (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro),
"Frases do silêncio" (Marcos Valle e Erasmo Carlos),
"Fogueiras" (Ivan Lins e Vitor Martins), "Lero do bolero" (Kiko
Furtado e Abel Silva), "Vinho guardado" (Danilo Caymmi e Paulinho
Tapajós), "Desejo" (Fátima Guedes), "Naquela noite"
(Claudio Cartier e Guto Marques), "Fumaça das horas" (Sueli
Costa e Fausto Nilo), "Esse vazio" (Cristóvão Bastos
e Dudu Falcão), "Marca da Paixão" (Marcio
Proença e Marco Aurélio) e "Distância" (Dudu
Falcão). Realizou show de lançamento do disco no
Canecão (RJ), apresentando, além do repertório
do CD, sucessos de sua carreira, como "Saudade de amar", da trilha
sonora da novela "Porto dos Milagres" (TV Globo) e ''Resposta ao
tempo'' (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), acompanhada
de uma banda formada por Cristóvão Bastos (piano),
Itamar Assiere (teclados), Ricardo Silveira (guitarra),
Jorjão (baixo), Ricardo Pontes (sax e flauta), Ricardo Costa
(bateria) e Don Chacal (percussão). Em 2002, lançou o
CD "O mar e o tempo", contendo exclusivamente obras de Dorival
Caymmi, como "Saudade da Bahia" e "O bem do mar", entre outras,
além da inédita "Desde ontém". O disco contou
com a participação de seus irmãos Dori e
Danilo, além de sua mãe, Stella, das netas e das
sobrinhas. Em 2003, foi lançado o songbook "O melhor de Nana
Caymmi" (Editora Irmãos Vitale), produzido por Luciano
Alves, contendo letras, cifras e partituras do repertório da
cantora, além de um perfil biográfico assinado por
sua filha, Stela Caymmi. Em 2004, em comemoração ao
90º aniversário do pai, lançou, com os
irmãos Dori e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e
Danilo", contendo exclusivamente canções de Dorival
Caymmi: "Acontece que eu sou baiano", "Severo do pão/O samba
da minha terra", "Vatapá", "Você já foi
à Bahia?", "Requebre que eu dou um doce/Um vestido de
bolero", "Lá vem a baiana", "A vizinha do lado/Eu cheguei
lá", "O que é que a baiana tem?", "Dois de
fevereiro/Trezentos e sessenta e cinco igrejas", "Saudade da
Bahia", "O dengo que a nega tem", "São Salvador", "Eu
não tenho onde morar/Maracangalha" e "Milagre". Os arranjos
do disco foram assinados por Dori Caymmi. Em 2005, lançou,
ao lado de Dori Caymmi, Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim,
o CD "Falando de amor", sobre a obra de Tom Jobim. Os
músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga
(bateria) participaram das gravações. Lançou,
em 2007, o CD "Quem inventou o amor", com 14
sambas-canções de Dorival Caymmi, entre os quais
"Não tem solução", "Sábado em
Copacabana", "Só louco", "Nunca mais", "Nem eu", "Tão
Só", "Adeus" e "Eu sem Maria", com arrranjos de Dori Caymmi
e Cristóvão Bastos. Em 2008, foi contemplada com o
Prêmio Tim de Música, na categoria Melhor Cantora/MPB,
com o disco “Quem inventou o amor”.
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