Nelson Gonçalves Ainda criança, o pequeno Nélson Gonçalves era levado por seu pai a praças e feiras para cantar. Possuído pelo dom da música, ele cresce e passa a se dedicar à carreira de cantor, não sem antes possuir vários empregos fixos e até mesmo iniciar uma carreira profissional no boxe. Em São Paulo Nélson faz várias apresentações em rádios, mas com a 2ª Guerra Mundial várias rádios são obrigadas a dispensar seus talentos e, com isso, Nélson fica desempregado. Decidido a continuar cantando, Nélson parte para o Rio de Janeiro, onde é reprovado em vários testes em rádios. Desolado, decide ir trabalhar no botequim do irmão até que dois compositores lhe oferecem a proposta de uma loja que se comprometera a comprar 10 mil discos se Nélson gravasse uma música deles.
http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernob/2002/01/08/jorcab20020108011.html A verdade de Nelson Gonçalves Biografia sobre o cantor revela personagem tão surpreendente quanto o mito criado por ele próprio JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS Na biografia 'A revolta do boêmio', escrita por Marco Aurélio Barroso, o cantor Nelson Gonçalves é descrito como um homem despreparado para as responsabilidades da vida: cavalos no Jóquei, cocaína e estupro Você já leu isso em algum lugar: Nelson Gonçalves bateu o recorde mundial com suas 2 mil gravações, o que lhe rendeu numa viagem a Nova York um encontro com Frank Sinatra. Antes, porém, foi lutador de boxe e cafetão na Lapa. Madame Satã, o homossexual malandro da Lapa dos 40, serviu de testemunha numa surra que Nelson deu em Miguelzinho Camisa Preta, a única no currículo deste terror da Saúde. Mais tarde, nos anos 60, trancado numa casa para se curar do vício da cocaína, Nelson era alimentado com comida passada por debaixo da porta. Você já leu todas essas informações em muitas reportagens e algumas estão no filme Nelson Gonçalves, recentemente lançado em DVD, que conta a vida do cantor e tem Alexandre Borges no papel principal. Pois saiba agora: tudo mentira. 1. Nelson gravou 869 músicas. Até Chico Alves superou este número. 2. Jamais viu Sinatra pela frente. 3. Fez algumas aulas, e olhe lá, de boxe. 4. Nunca teve mulher na zona. Foi explorado pelas mulheres. 5. Nunca bateu em Miguelzinho Camisa Preta, porque esse personagem não existiu. Existiu Miguelzinho e existiu Camisa Preta. Invenção de Madame Satã. 6. Livrou-se das drogas num processo tradicional que vai diminuindo as doses. ''O Nelson inventou um personagem que cabia muito bem nas necessidades da imprensa, era um típico caso de me engana que eu gosto para os dois lados'', diz o escritor Marco Aurélio Barroso, que está lançando A revolta do boêmio - A vida de Nelson Gonçalves com todas essas informações e muitos outros desmentidos. Não, Nelson também não dormiu nas pedras do Flamengo nem foi nocauteado por Eder Jofre. O livro custa R$ 40 e pode ser comprado pela internet, no endereço arevoltadoboemio@bol.com.br. Solucinhos maneirosos - É um daqueles raros casos nacionais de biografia não autorizada. Nelson foi deixando filhos e mulheres pelo caminho, sem ajudá-los em nada além do que não fosse cobrado ao vivo por algum representante da Justiça - e isso tudo está no livro, uma biografia sem panos quentes, segundo o autor. ''O Nelson não desprezava filhos e ex-mulheres por maldade, mas porque era um despreparado para as responsabilidades da vida'', afirma. Não pagava pensões aos filhos. Bateu em todas as mulheres. Marco Aurélio não conta isso só porque sempre foi fã de Orlando Silva. Mas em nome da verdade. No final do livro relaciona a discografia completa do cantor, mas antes, verificando os métodos que ele utilizava para recolher canções, muitas vezes em pagamento de drogas ou amizades, é crítico: haja qualidade numa discografia assim! Nelson Gonçalves, gaúcho, criado em São Paulo por pais analfabetos, tinha o nome de batismo de Antônio Gonçalves e não Antônio Gonçalves Nobre como está no filme que acabou de passar nos cinemas. Gravou pela primeira vez, em 1941, um samba de Ataulfo Alves, e atravessou toda a década de 40 na aba de Orlando Silva, a quem imitava descaradamente no timbre aveludado e até nos solucinhos maneirosos. Orlando, depois de uma aparição espetacular em 1935, começou a definhar artisticamente em 1942 - e aí Nelson colou junto. Filme, livro e todos os pesquisadores concordam: de 1952, quando começou a gravar Adelino Moreira e o destino levou Chico Alves, até 1957, quando caiu de nariz nas drogas, Nelson Gonçalves, já com sonoridade própria, foi o maior cantor do Brasil. Mesmo que Marco Aurélio Barroso desmonte a lenda de que a cantora Betty White tenha botado fogo às vestes e se suicidado por amor a Nelson (ela na verdade morreu num acidente doméstico com álcool). Mesmo que não seja espanhola mas cubana a vedete namorada Nina Montez, e mesmo que o cantor não tenha tentado matá-la a facadas como diz a lenda, mas com balas de revólver como quer o livro - uma biografia de Nelson sempre terá histórias incríveis para contar. Entre 1959 e 1964, manteve oito cavalos no Jóquei Clube, que correram 138 provas e venceram... 6. Nelson participava de jogos de dados viciados - era ele quem levava os dados. Prótese peniana - A biografia de Marco Aurélio, premiada pela Biblioteca Nacional, vai às minúcias no registro de todos esses qüiproquós e, num estilo romanceado, passa com rapidez do palco auditório da Rádio Nacional para a delegacia de Copacabana, onde agora o cantor dá nova entrada por tentar jogar da janela uma de suas namoradas, Maria Luíza. Há dezenas de personagens famosos vistos não exatamente da mesma maneira que apareciam na Revista do Rádio. O compositor Jorge de Castro, parceiro de Wilson Batista na clássica Dolores Sierra, tem registrado seu verdadeiro papel na música popular brasileira - era agiota, vulgo Judeu Negro, e saía dele o dinheiro para que Wilson e Nelson comprassem cocaína. As letras de verbo forte do português Adelino Moreira - A volta do boêmio, Meu vício é você, Mariposa, Doidivana - ajudaram a cimentar o perfil de um machão com um lado luminoso (18 filmes, 60 milhões de discos vendidos segundo o filme, 26 milhões pelo livro) e outro pavorosamente sombrio (uma de suas idas à delegacia foi por causa do estupro de uma fã). Em 1966, Nelson, preso por tráfico de cocaína, cruza com o cascateiro-mor da imprensa nacional, David Nasser - que se encarrega de misturar ainda mais o pó do que é verdade e do que é mentira em volta desse boêmio. ''Nelson foi um homem em eterna busca do equilíbrio e por incrível que pareça só conseguia isso com as drogas, o jogo e a troca constante de mulheres'', observa Marco Aurélio, que encerra a biografia com a morte do cantor, de infarto do miocárdio, aos 78 anos, em 18 de abril de 1998. Tinha oito filhos e uma prótese peniana em constante estado de ereção, com que gostava de assustar os amigos ao abraçá-los. Antes do ponto final, Marco Aurélio destruiu uma última lenda. Nelson não era gago. Era o contrário. Taquilálico. Falava rápido demais. [09/JAN/2002]
FONTE DE PESQUIUSA
http://www.samba-choro.com.br
ps.Amigos o intuito do blog é pedagógico e diversão.
algumas informações contidas nele já existem na net.
NÃO SOU JORNALISTA,AUTOR.
QUANDO IMAGINEI ESSE ESPAÇO FOI PARA HOMENAGEAR ,DIVULGAR E APRECIAR DIVERSAS MATÉRIAS SOBRE ARTE.(MUSICA,TEATRO,LITERATURA ETC)COMPARTILHAR COM DIVERSAS PESSOAS NO UNIVERSO VIRTUAL.DESCULPEM-ME SE PASSEI UMA IMAGEM ERRADA.UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
ULYSSES
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