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Grande Otelo
Sebastião Bernardes de Souza Prata não era carioca,
como muitos podem imaginar. Era mineiro, nascido em
Uberlândia, em 1915. Ganhou o sobrenome da família que
o educou - Prata - até que ele resolvesse se aventurar no
Rio de Janeiro e em São Paulo em busca de sua
vocação: ser ator. Na Ópera Nacional, onde
estudou, ganhou dos colegas o apelido de Pequeno Otelo. Ele
preferiu e se auto-entitulou The Great Otelo, mais tarde
abrasileirado e dando a ele o nome pelo qual se tornaria conhecido:
Grande Otelo. Assim começou a carreira de um dos maiores
atores brasileiros, que passou pelos palcos dos cassinos e dos
grandes shows das mais importantes casas noturnas do Rio. Passou
também pelo teatro, pelo cinema e pela televisão,
deixando sempre a lembrança de personagens marcantes. Rio,
Zona Norte Sua principal atividade foi o cinema. Apareceu pela
primeira vez na tela em Noites Cariocas, em 1935. Trabalhou em
alguns filmes conhecidos como Futebol e Família (39) e
Laranja da China (40), conseguindo fama suficiente para ser chamado
para trabalhar no primeiro filme produzido pela Atlântida:
Moleque Tião, de 1943. O sucesso se consolidou ao formar
dupla com outro grande mito do cinema nacional: Oscarito. Juntos,
participaram de mais de dez chanchadas como Carnaval no Fogo, Aviso
aos Navegantes e Matar ou Correr. Mas ele não era apenas
comediante. Como ator dramático, marcou presença em
vários filmes, dentre os quais Lúcio Flávio -
Passageiro da Agonia e Rio, Zona Norte. Grande Otelo morreu de
enfarte ao desembarcar em Paris, às vésperas de seus
78 anos, a caminho do Festival dos Três Continentes, em
Nantes, onde seria homenageado. On line desde 24 de maio de
1998
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