GRANDES NOMES-Djavan  (GRANDES NOMES) escrito em terça 09 dezembro 2008 04:55

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Biografia Nasceu em uma família pobre de Maceió, onde formou, ainda jovem o conjunto Luz, Som, Dimensão (LSD), que tocava covers dos Beatles. Foi para o Rio de Janeiro em 1973 e começou a trabalhar como crooner de boate. Participou de festivais e gravou em 1976 o LP "A Voz, o Violão e a Arte de Djavan", com composições próprias que já chamavam a atenção pela sua maneira diferente de cantar e pela levada de violão, aliada a melodias elaboradas e divisões rítmicas sutis. Logo nesse primeiro disco estava um de seus maiores sucessos de toda carreira, "Flor de Lis". Nos trabalhos seguintes incorporou outras influências, como a da música africana e acumulou sucessos como "Açaí", "Sina" e "Samurai", este com participação especial de Stevie Wonder na gaita. Gravou vários outros discos e fez shows no exterior, principalmente nos Estados Unidos, onde suas músicas já foram gravadas por diversos cantores. Outras composições consagradas são "Meu Bem Querer", "Oceano", "Faltando um Pedaço", "Esquinas", "Seduzir", "Pétala", "Lilás", "A Ilha", "Fato Consumado", "Álibi", "Azul" e "Cerrado".

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Pausa na montanha Ary Barroso  (GRANDES NOMES) escrito em domingo 07 dezembro 2008 00:12

Blog de ulyssesdorego : ulysses Mazza, Pausa na montanha Ary Barroso

Para quem vive cheirando gasolina queimada; para quem vive comendo picadinho nas boates; para quem sente o dever de trabalhar diariamente em busca de notícias; para quem passa as noites ouvindo as mesmas músicas, vendo as mesmas caras, conversando os mesmos assuntos; para quem é o incorrigível espectador da "vanity-fair", película seriada que já não provoca maiores emoções; para quem a monotonia dos elogios mútuos anda gerando a monotonia maior da vida; para quem vai do Jirau ao Sacha's, do Sacha's ao Farolito, do Farolito ao Beguin, do Beguin ao Jirau, do Jirau ao Sacha's e, às vezes, à cama; para quem vive cercado de arranha-céus e esmagado por eles; para quem vive no Rio, afinal, sair de vez em quando é bom. Foi o que fiz. Fugi da noite triste de Finados e me embrenhei pelo mato adentro. Serpenteei a serra de Petrópolis. Desci do outro lado e obriguei meu carro a esquecer um pouco o liso amigo do asfalto e entrar firme na terra batida. Fui ao "Madrigal". Um silêncio saudável. Silêncio das coisas vivas. Silêncio das águas crespas do lago. Silêncio com cheiro de mel silvestre que reconforta os pulmões. E se não houver silêncio, há o canto do sabiá, muito diferente dos gorjeios falsos de certas "aves canoras" das noites cá de baixo; há o sussurro do vento brincando com os leques dos coqueiros; há o barulho do rio que continua querendo abrir caminho por entre as pedras que algum cataclisma antiquérrimo jogou em seu caminho. Há o dia longo que começa às 8 e acaba às 18 horas, ou mais tarde, à vontade do sol. Há também um "biriba" familiar (trezentos réis o ponto), pretexto para os homens se divertirem e as mulheres aprenderem a contar. Sai cada briga... E depois há o sono-sono, sem pílulas e sem pulgas, sem pulgas e com dois cobertores. Agora, voltei e estou aqui. Continuemos. Não há remédio. Meus amigos, bom dia!

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Equívoco prehistórico Ary Barroso  (GRANDES NOMES) escrito em sábado 06 dezembro 2008 23:59

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Equívoco prehistórico Ary Barroso

 

Nunca fui entusiasta de coisas de antigüidade. Falta-me paciência bastante para devorar esses "in-fólios" cheios de citações latinas, gregas ou hebraicas. Tão pouco me preocupa decifrar as origens disso ou daquilo. Os heróicos e barbudos pesquisadores dos mistérios da vida sobre a terra acabam sempre por perguntar aos leitores tudo aquilo que não puderam ou não souberam definir. Outro dia, porém, correndo os livros expostos de uma casa editora, minha curiosidade fixou-se num trabalho de um inglês (tinha de ser inglês) sobre o "Paraíso Terrestre". O autor do livro descrevia, com detalhes, a topografia do primeiro pedaço da Terra, seus primeiros habitantes, seu clima, sua vegetação, seus rios, enfim, ali estava, a meus olhos, o Éden de Adão e Eva. O que mais me intrigou foi a sensacional revelação, segundo a qual essa estória de "pecado original" é pura balela, um "canard", que atravessou os séculos sem encontrar um desmentido convincente. Então não houve o tal pecado? Teriam caluniado a pobre Eva como caluniam outras mulheres por aí? Não! O inglês explica que pecado houve. As determinações de Jeová foram desrespeitadas. Somente a fruta que Eva colheu da famigerada árvore do Bem e do Mal (que nome complicado tinha uma macieira naquele tempo!) não foi maçã. Pela simples razão de que não existiam macieiras no Paraíso Terrestre. Essa fruta era totalmente desconhecida naquelas regiões. O inglês entra em enumeração dos elementos componentes do solo paradisíaco e prova por A mais B que de modo nenhum podiam florescer ali as macieiras, sabido que cada planta desenvolve-se em terreno propício ao desenvolvimento das macieiras. Vai por ai afora o inglês até concluir que Eva não comeu maçã, mas outra fruta qualquer. O diabo é que o homem não nos disse qual foi então a fruta do pecado. Disse unicamente que sobravam por lá muitas frutas "de gomos". Ora, frutas de gomos são laranjas, tangerinas, frutas de conde, etc. etc. Não só essas como bananas, abacaxis, melancias, mamões, jacas etc. etc. Fui ler o inglês para ficar com esse problema na cabeça. Se não foi maçã, qual teria sido essa fruta que modificou a vida sobre a Terra? Teria sido o abacaxi? Quem sabe? Ou a banana? Melancia, jaca, frutas assim volumosas não convidam ninguém a pecar. Abacaxi, banana, o próprio pêssego, vá lá. Mas, agora pergunto a você, meu caro leitor, qual foi a fruta que Eva comeu?

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ESCUTE ESSA CANÇÃO-MARIA SOLIDARIA  (ESCUTE ESSA CANÇÃO) escrito em quinta 04 dezembro 2008 00:58


nana caymi,beto guedes e fafá de beléhttp://www.tmnit.com.br/images/Galeria/121/1559.jpgm

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CRONOLOGIA DE ARY BARROSO  (GRANDES NOMES) escrito em sexta 28 novembro 2008 04:48

1903 Em 7 de novembro nasce, na cidade de Ubá, em Minas Gerais, Ary Evangelista Barroso. 1911 Seus pais morrem e ele passa a ser criada pela avó, Gabriela Augusta de Rezende, e pela tia professora de piano, Rita Margarida de Rezende. 1915 Começa a trabalhar como pianista auxiliar no Cine Ideal, apesar do empenho da avó e da tia em fazê-lo padre. 1918 Aos 15 anos, compõe o cateretê "De longe" e a marcha "Ubaenses Gloriosos". 1920 Muda-se para o Rio de Janeiro. 1921 Matricula-se na Faculdade de Direito. 1922 Reprovado na faculdade, começa a fazer fundo musical para filmes mudos no Cine Íris. 1923 Passa a tocar com a orquestra do maestro Sebastião Cirino. 1928 Contratado pela orquestra do maestro Spina, de São Paulo, para uma temporada em Santos e Poços de Caldas. Nessa época, Ary resolve dedicar-se à composição. Compõe "Amor de mulato", "Cachorro quente" e "Oh! Nina", em parceria com Lamartine Babo. 1929 A música "Vamos deixar de intimidade" é gravada por Mário Reis e se transforma no seu primeiro sucesso. Conclui a Faculdade de Direito. 1930 Fica em primeiro lugar no concurso da Casa Edisor com a marcha "Dá nela". Com o dinheiro do prêmio, casa-se com Ivone Belfort de Arantes. 1931 Ary escreve a música "A grota funda", que, depois, tem a letra alterada por Lamartina Babo e se transforma no sucesso "O rancho fundo". 1932 Vai trabalhar na Rádio Phillips como pianista, mas logo se torna, também, locutor esportivo, humorista e animador. 1934 Cria na Rádio Cosmos, de São Paulo, o programa "Hora H". 1935 Leva o programa "Hora H" para a Rádio Cruzeiro do Sul, no Rio de Janeiro. 1937 Lança, na Rádio Cruzeiro do Sul, o programa "Calouros em Desfile", onde obrigava os candidatos a só cantarem músicas brasileiras. Depois, essa atração vai para a TV Tupi. 1938 Vai para a Rádio Tupi onde atua como lucutor, comentarista, humorista e ator. 1939 Lança, no espetáculo 'Joujox et balagandans', de Henrique Pongetti, o samba "Aquarela do Brasil". 1944 Pela primeira vez, vai aos Estados Unidos e compõe, para o filme 'Brasil', a música "Rio de Janeiro", que é indicada ao Oscar. 1946 Ary é eleito o segundo vereador mais votado do Rio de Janeiro, então Distrito Federal. 1955 No dia 7 de setembro, Ary e Villa-Lobos se encontraram no Palácio do Catete para receber a Ordem do Mérito, concedida pelo Presidente da República, Café Filho. 1960 É nomeado Vice-presidente do Departamento Cultural e Recreativo do Clube de Regatas Flamengo. 1961 Ary adoece de cirrose hepática e muda-se para um sítio em Araras. 1962 Parcialmente restabelecido, volta ao Rio e retoma seu progama da rede Tupi, "Encontro com Ary". 1963 No final do ano tem nova crise de cirrose hepática. 1964 No dia 9 de fevereiro, falece o compositor brasileiro mais conhecido no seu país e no exterior.

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