
Que prêmio
a mais pode querer um escritor cuja obra é lida em mais de
30 idiomas." ISTOÉ, 08/10/1997 Jorge Amado, sobre o fato de
nunca ter ganho o Prêmio Nobel. Fama Não escrevi meu
primeiro livro pensando em ficar famoso. Escrevi pela necessidade
de expressar o que sentia..." JORNAL DO BRASIL, 30/06/1997 Jorge
Amado, na inauguração da Casa de Cultura de Jorge
Amado em Ilhéus (BA). Texto Eu não corrigia nada,
escrevia apressadamente, essas coisas de juventude. Mas os
revisores colaboravam bravamente." FOLHA DE S.PAULO, 11/07/1996
Jorge Amado, 83, escritor, sobre os erros que estão sendo
corrigidos por sua filha, Paloma Amado, em sua obra. Tieta no
cinema Aceitei o convite com muita satisfação. O
Cacá é um diretor muito talentoso. A Sônia
é minha filha três vezes." FOLHA DE S.PAULO,
08/08/1995 Jorge Amado, escritor, sobre sua
participação no filme "Tieta", estrelado por
Sônia Braga, ontem em "O Globo". A vida A vida me deu mais do
que pedi e mereci. Não me falta nada. Tenho Zélia e
isso me basta." O ESTADO DE SÃO PAULO, 18/08/1996 Jorge
Amado, escritor, ao completar 84 anos. A elite Nossas elites
são, de fato, extremamente preconceituosas, não
merecem grande atenção." O ESTADO DE SÃO
PAULO, 18/08/1996 Jorge Amado, escritor, sobre o preconceito das
elites intelectuais brasileiras com relação à
sua obra. Socialismo Acho que o socialismo é o futuro. A
queda do muro significou o fim de ditaduras medonhas, que existiam
em nome do comunismo, mas não eram comunismo na realidade.
Acredito no avanço do homem em direção a um
futuro melhor." JORNAL DO BRASIL, 04/08/1995 Jorge Amado, escritor,
quando perguntado se continuava comunista. A França Mas
creio que na França há mais respeito pela privacidade
das pessoas. No Brasil existe carinho, muito carinho, nenhum
respeito." O ESTADO DE SÃO PAULO, 22/07/1995 Jorge Amado,
sobre sua mudança para Paris em busca de tranqüilidade
para escrever um novo romance. Escrever Pobres dos escritores que
não se derem conta disso: escrever é transmitir vida,
emoção, o que conheço e sei, minha
experiência e forma de ver a vida." O ESTADO DE SÃO
PAULO, 31/03/1995 Jorge Amado, escritor, comentando não
escrever para ganhar prêmios quando da sua escolha para o
Prêmio Camões. Sexo Para mim, o sexo sempre foi uma
festa. Aos 82 anos, a festa é muito diferente do que era aos
20, aos 50, mesmo aos 60: é uma festa que é feita da
experiência, do refinamento." FOLHA DE S.PAULO, 1994 Jorge
Amado, escritor, aos 82 anos. Exílio A gerente, que nos
conheceu bolcheviques convictos e marginalizados, não
entende nada quando vê o Mario presidente e outros, ministros
e escritores famosos." JORNAL DO BRASIL, 06/07/1993 Jorge Amado,
escritor, sobre a convivência com Mario Soares na
época do exílio, quando viviam em um hotel em Paris.
Cultura Sou filho da cultura popular da Bahia e da cultura
francesa. Esta é uma das minhas misturas." JORNAL DO BRASIL,
22/12/1992 Jorge Amado, escritor, sobre a exposição
em sua homenagem no Centro Georges Pompidou, em Paris. Os 80 anos
Um escritor aos 80 anos está começando a aprender a
escrever." O ESTADO DE SÃO PAULO, 11/08/1992 Jorge Amado,
escritor, ao completar 80 anos, sobre o ofício de escrever.
Homenagem aos 80 Só na Bahia poderia se ver tanta gente
festejando um homem que não é político,
fazendeiro, rico, cardeal ou general." O ESTADO DE SÃO
PAULO, 11/08/1992 Jorge Amado, escritor, sobre o show em homenagem
aos seus 80 anos. Prêmio Nobel A coisa pior que pode
acontecer a um escritor é ficar cavando prêmios." O
GLOBO, 07/08/1992 Jorge Amado, escritor, ao responder se aspirava
ao Prêmio Nobel de Literatura. Um Brasil melhor O que
está acontecendo no Brasil é como uma coceira, muita
gente pensa que é lepra, mas é só uma coceira,
vai acabar." O GLOBO, 07/08/1992 Jorge Amado, escritor, ao
responder se o Brasil tem condições de mudar para
melhor. Em Salvador Na Europa, chamam-me de mestre, mas é
caminhando pelas ruas de Salvador que eu me sinto à
vontade." FOLHA DE S.PAULO, 05/08/1992 Jorge Amado, escritor, em
Salvador, às vésperas de completar 80 anos. Cartas
Aprendi, nos anos em que estive exilado na Europa, de 48 a 52, uma
coisa que o brasileiro sabe pouco, que é responder cartas.
Me custa muito tempo, mas ainda hoje faço um esforço
para responder." JORNAL DA TARDE, 04/01/1992 Jorge Amado, escritor,
sobre a correspondência com seus leitores.
Publicação Mais difícil do que publicar um
livro é escrever um bom livro." JORNAL DA TARDE, 04/01/1992
Jorge Amado, escritor, sobre a dificuldade de
publicação para um jovem autor. Ditadura Acho que o
mais terrível foi a degradação do
caráter. Em relação a duas coisas. Você
teve a tortura. Em segundo lugar, a ditadura institucionalizou a
corrupção. Hoje, esse mal faz parte dos costumes."
JORNAL DA TARDE, 04/01/1992 Jorge Amado, escritor, sobre as
conseqüências da ditadura no Brasil. País rico e
país pobre Mas enquanto houver miséria, enquanto
houver Terceiro Mundo, pode ter certeza, meu amigo, que não
haverá paz no mundo." JORNAL DA TARDE, 04/01/1992 Jorge
Amado, escritor, sobre as diferenças entre países
ricos e pobres. Humor O humor não é coisa da
juventude. O jovem tem força criadora, elã,
paixão, entusiasmo e ímpeto, uma coisa que depois
você tem menos. Depois você tem a experiência, e
o humor é da experiência." JORNAL DA TARDE, 04/01/1992
Jorge Amado, escritor, sobre a presença do humor na sua obra
tardia. Pelourinho É necessário que os países
do Primeiro Mundo entendam que é preciso preservar
também cidades como Salvador, não apenas Roma ou
Paris." O GLOBO, 08/11/1991 Jorge Amado, escritor, sobre a
má conservação do Pelourinho em Salvador (BA).
Literatura mundial Não acredito em literatura
latino-americana, acho este termo muito colonialista. Mas cada
país do continente tem sua literatura, muito boa, por
sinal." O GLOBO, 08/11/1991 Quando de sua
participação no júri do prêmio
União Latina. Militância Para fazer uma coisa que
não me diverte tenho que fazer um esforço muito
grande." FOLHA DE S.PAULO, 06/07/1991 Jorge Amado, escritor, sobre
como a militância no PCB lhe tomava o tempo da literatura.
Memória Quando você morre em um país sem
memória, imediatamente eles te esquecem. Quando eu morrer,
vou passar uns 20 anos esquecido." FOLHA DE S.PAULO, 06/07/1991
Jorge Amado, escritor, sobre o ostracismo da obra de Érico
Veríssimo e a produção literária
brasileira atual. Religião Hoje, ser de outra
religião que não a católica é um
negócio ótimo, você até pode ser
proprietário de rede de televisão..." FOLHA DE
S.PAULO, 06/07/1991 Jorge Amado, escritor, sobre lei, de sua
autoria, garantindo liberdade de culto quando deputado constituinte
em 1946. Muro de Berlim O capitalismo conserva-se o mesmo sistema
frágil e injusto, produtor de guerras, de miséria,
baseado no lucro, na ânsia do dinheiro. São
razões muito miseráveis." O GLOBO, 23/06/1991 Jorge
Amado, escritor, sobre sua confiança no socialismo
após a queda do muro de Berlim. Romance inacabado
Histórias engraçadas e histórias
trágicas. Porém, como tenho uma visão alegre
da vida, guardo, sobretudo, a memória das coisas divertidas
que me fizeram rir." JORNAL DA TARDE, 31/05/1991 Jorge Amado,
escritor, sobre o que iria contar em seu romance inacabado "Boris,
O Vermelho". Adaptação como violência 1 A
adaptação de qualquer obra de um autor é
sempre uma violência, mas considero as versões de meus
romances para a televisão muito positivas, porque levam a
obra a milhões de pessoas que não leriam o livro." O
GLOBO, 16/09/1989 Jorge Amado, escritor, em Paris, após
assistir os capítulos da novela "Tieta do Agreste" em
videocassete. Adaptação como violência 2 A
adaptação de uma obra literária para a
televisão, cinema ou teatro, é uma violência
contra o autor." FOLHA DE S.PAULO, 01/08/1989 Jorge Amado,
escritor, sobre a roteirização de "Tieta do Agreste"
para uma novela da TV Globo. Sobre escrever fora do Brasil
Infelizmente eu não posso escrever um livro no Brasil. Para
trabalhar eu preciso fugir." FOLHA DE S.PAULO, 05/11/1988 Jorge
Amado, escritor, sobre o assédio que sofre na Bahia e o
impede de escrever. Dívida externa Vejo somente uma
solução para a dívida externa no Brasil.
Não pagar. Não vejo outra." FOLHA DE S.PAULO,
05/11/1988 Jorge Amado, escritor, sobre os problemas da economia
brasileira. Novelas A novela leva a milhões de pessoas a
imagem de personagens de romance, que ficariam restritas a
públicos bem menores." O GLOBO, 29/10/1988 Jorge Amado,
escritor, sobre as telenovelas. Ser o mais lido Eu me sinto mal.
Porque eu acho que deviam ter 50 escritores mais lidos no Brasil."
JORNAL DA TARDE, 03/09/1988 Jorge Amado, escritor, sobre como se
sente sendo o escritor mais lido do país. Verdades Eu acho
que o escritor verdadeiro é aquele que escreve sobre o que
ele viveu." JORNAL DA TARDE, 03/09/1988 Jorge Amado, escritor,
sobre a experiência como fator preponderante na sua obra.
Futuro do país Eu sou muito otimista, muito. O Brasil
é um país com uma força enorme. Nós
somos um continente, meu amor. Nós não somos um
paisinho, nós somos um continente, com um povo
extraordinário." JORNAL DA TARDE, 03/09/1988 Jorge Amado,
escritor, sobre o futuro do Brasil. Democracia e socialismo Sem
democracia não há socialismo." JORNAL DA TARDE,
03/09/1988 Jorge Amado, escritor, sobre o caráter das
revoluções posteriores à
Revolução Russa de 1917. Socialismo 2 O socialismo
não depende de você, nem de mim, nem de
ninguém. O socialismo é a marcha inexorável da
humanidade que marcha pra frente." JORNAL DA TARDE, 03/09/1988
Jorge Amado, escritor, sobre a inevitabilidade do socialismo como
sistema político. Prêmio Nobel 2 Eu vou te responder.
A minha resposta é a seguinte: eu acho prêmio em geral
uma bestice." JORNAL DA TARDE, 03/09/1988 Jorge Amado, escritor,
sobre o Nobel não ter sido concedido a escritores
brasileiros. Prêmio Nobel 3 Eu tive mais da vida do que
mereci, do que pedi. Sou um homem muito feliz com a vida. JORNAL DA
TARDE, 03/09/1988 Jorge Amado, escritor, sobre se não
merecia o Prêmio Nobel de Literatura. Crítica Nenhum
crítico ensina ninguém a fazer romance." JORNAL DA
TARDE, 16/01/1988 Jorge Amado, escritor, quando perguntado se
aprendeu alguma coisa com a crítica. Juventude 1 A juventude
é um bem imenso que você não prolonga. A
juventude se acaba, nem que você queira iludir-se com esse
negócio de jovem de espírito. Jovem é jovem,
ponto final." JORNAL DA TARDE, 16/01/1988 Jorge Amado, escritor,
sobre escrever menos conforme o avanço da idade. Juventude 2
Pode haver muita deficiência no livro de um jovem, mas
haverá também nele uma coisa fundamental - a
força da juventude." JORNAL DA TARDE, 16/01/1988 Jorge
Amado, escritor, sobre o ímpeto e impulso dos jovens
escritores. Experiência Isto faz com que eu seja hoje um
homem muito tranqüilo diante da vida e diante das coisas,
otimista como sempre fui." JORNAL DA TARDE, 16/01/1988 Jorge Amado,
escritor, sobre sua experiência de vida e seu convívio
com grandes artistas e escritores. Engajamento Eu continuo
firmemente pensando em modificar o mundo e acho que a literatura
tem uma grande importância." JORNAL DA TARDE, 16/01/1988
Jorge Amado, escritor, sobre o engajamento em literatura.
Diversão Acho que você não deve fazer nada que
não o divirta, lhe dê prazer. Também não
deve exercer um ofício, uma profissão para a qual
é incompetente." JORNAL DA TARDE, 16/01/1988 Jorge Amado,
escritor, sobre o fato de divertir-se escrevendo seus livros.
Infelicidade Na realidade, o tema da infelicidade tem engendrado
montanhas de livros horríveis, umas
masturbações insuportáveis." JORNAL DA TARDE,
16/01/1988 Jorge Amado, escritor, quando perguntado se o motor da
criação literária é a infelicidade. A
máquina de escrever Continuo batendo com dois dedos e
errando muito. Devo dizer que sou um dos homens mais incapazes do
mundo. A lista de minhas incapacidades é enorme." JORNAL DA
TARDE, 16/01/1988 Jorge Amado, escritor, quando questionado porque
não trocava sua velha máquina de escrever
mecânica por uma eletrônica. Diploma
universitário Um instrumento anti-social e extremamente
elitista." FOLHA DE S.PAULO, 22/06/1986 Jorge Amado, escritor,
sobre a obrigatoriedade do diploma universitário para o
exercício da profissão de jornalista. Brasil
sério É sério, mas é surrealista."
AFINAL, 22/10/1985 Jorge Amado, comentando a
afirmação atribuída ao ex-presidente
francês Charles de Gaulle de que o Brasil não é
um país sério.
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