Leia trechos do livro Madonna - Uma Biografia Íntima  (GRANDES NOMES) escrito em domingo 09 setembro 2007 05:33

 Encontrando Sean Penn Provavelmente um dos clipes mais populares de Madonna é o que ela fez para "Material Girl", uma releitura moderna da performance vocal mais famosa de Marilyn Monroe, "Diamonds Are A Girl's Best Friend". Madonna disse na época: "De certa forma, Marilyn foi transformada em algo não humano, e isso tem a ver comigo. Todo mundo estava obcecado com sua sexualidade, e isso também tem a ver comigo. E havia certas coisas sobre sua vulnerabilidade que me deixaram curiosa e me atraíram". Quando chegou a hora de filmar o videoclipe (dois dias em Los Angeles em fevereiro de 1985), Madonna decidiu-se por uma clara e óbvia homenagem a sua inspiração loira, Marilyn Monroe. O clipe apresentava Madonna vestindo uma réplica exata do vestido rosa-choque de Marilyn no filme "Os homens preferem as loiras" (ela odiava o vestido, porém, queixando-se de que não parava de escorregar na altura do peito), cantando no set reconstruído do filme, complementado por uma escada, candelabros e um coro de rapazes devidamente trajados com smoking. ("Não posso desdenhar completamente da canção e do vídeo, pois certamente foram importantes em minha carreira, disse mais tarde. "Mas a mídia se agarrava a uma frase e interpretava tudo do jeito errado. Eu não escrevi aquela música e o clipe era apenas sobre como uma garota rejeitava dinheiro e diamantes. Mas Deus não permite que a ironia seja percebida. Então, quando eu estiver com noventa anos, ainda vou ser a Material Girl. Acho que não é tão ruim, afinal. Lana Turner foi a Sweater Girl até o dia em que morreu.") A assistente de Freddy DeMann, Melinda Cooper, levou Madonna para a sala de gravação onde "Material Girl" seria filmado. Uma fotografia tirada nesse dia a mostra usando um corpete cor-de-rosa e uma blusa preta de veludo, desabotoada o suficiente para mostrar seu sutiã preto Chantelle. Ela também usava óculos escuros largos e um chapéu vermelho de aba larga, tudo para não ser reconhecida. Devido à grandiosidade da produção do videoclipe - e à associação com a figura de Marilyn Monroe, que estava fadada a causar sensação -, Melinda Cooper sentiu que a vida e a carreira de Madonna estavam prestes a se transformar. Era uma idéia empolgante. 'Você se dá conta de quantas coisas irão mudar para você agora?", ela perguntou enquanto a levava ao set. "O que você quer dizer?", Madonna respondeu. Ela estava com seu espelhinho na mão, examinando uma espinha. Jesus Cristo, com tantos dias para ter uma espinha...", disse, preocupada. "Eu pergunto a você se mais alguma coisa pode dar errado em minha vida." "Quer dizer, seu mundo nunca mais vai ser o mesmo depois desse videoclipe", disse Melinda, ignorando a pergunta retórica de Madonna. "Você sabe disso?" Madonna fechou o espelhinho. "Eu sei disso, Melinda", falou, incomodada, "mas será que dá pra gente ir logo?" Nesse primeiro dia no set, sentada no alto da escada esperando o filme começar, Madonna olhou para baixo e notou um rapaz vestido com jaqueta de couro, de óculos escuros, parado num canto no que parecia ser uma pose deliberada, olhando fixamente para ela. Era o ator de 24 anos Sean Penn - nascido em 17 de agosto de 1960 -, na época considerado o mais melancólico e contemplativo (e provavelmente o mais talentoso) dos jovens atores de Hollywood, mais um do "bando de garotos malcriados". (Os outros componentes do assim chamado "Brat Pack" incluíam os jovens atores Charlie Sheen e Emilio Estevez.) Por ser proveniente de um meio privilegiado, criado em Beverly Hills com pai e mãe pertencentes ao showbiz (seu pai era o diretor de televisão Leo Penn e sua mãe a atriz Eileen Ryan), Penn não precisou batalhar muito para encontrar seu caminho no cinema. No entanto, seu estilo de vida privilegiado não o tornou menos irascível. Tinha a reputação de ser um jovem intensamente reservado, às vezes violento e muito ciumento - e também um ator competente graças a papéis em "Fast Times at Ridgemont Hight", "Racing with the Moon" e "The Falcon and the Snowman". Depois que manifestou interesse em encontrar Madonna, Sean Penn foi levado ao set de "Material Girl" pela diretora do videoclipe, Mary Lambert. "Sean era alguém cujo trabalho eu admirava", Madonna contou, "e acho que ele sentia o mesmo em relação a mim. Nunca pensei nem em um milhão de anos que pudesse conhecê-lo." No momento em que Madonna, parada no alto da escada esperando para começar a descida, percebeu que o estranho ali embaixo era Sean Penn, seu coração começou a bater mais depressa. Embora andasse enrabichada com o ator Keith Carradine nessa época (que aparece no vídeo e com quem foi vista transando entre uma tomada e outra), sentiu que tinha de conhecer Sean Penn. Mesmo a um primeiro olhar, ele parecia autoconfiante e petulante - exatamente seu tipo. Quando finalmente se viram frente a frente no final da escada, ele não a desapontou. "Ah, veja só", disse Sean Penn fazendo um gesto com a cabeça para seu vestido e sua peruca. Com afetação impertinente, enfiou os polegares nos passadores do cinto de seu jeans e continuou: "Você pensa mesmo que é Marilyn Monroe, não é?". Estava brincando, mas Madonna não achou graça em seu estilo de humor. "Qual é seu problema?", perguntou irritada. "Não diz nem oi? Vai direto para o insulto? É assim mesmo, nem diz 'Como vai você’?" "Oh, desculpe, Marilyn", disse Sean Penn, com a voz cheia de um falso sarcasmo. Seus olhos eram um pouco vítreos, um cigarro pendia de seus lábios. Ele estendeu a mão para ela: "Prazer", disse, com um meio sorriso caloroso. Madonna caiu na risada. Pegou sua mão e, numa voz suspirosa de Marilyn Monroe, arrulhou: "O prazer é meu...". Mais tarde, ela se lembraria: "Eu tinha essa fantasia de que a gente ia se encontrar, se apaixonar um pelo outro e se casar. De repente, estava desejando que isso acontecesse. O que posse dizer é que gamei nele nesse dia. Sei lá, Só sei que o queria de qualquer jeito". #Q:O lance com Prince:# Logo depois de seu primeiro encontro no set de "Material Girl", Madonna, 26 anos, e Sean Penn, 24 anos, começaram a sair juntos. "Depois da filmagem do clipe, fui até a casa de um amigo meu", explica ele. "Ele tinha um livro de citações, que abriu aleatoriamente numa página, e leu o seguinte: 'Ela possuía a inocência de uma criança e a esperteza de um homem'. Olhei para meu amigo e ele disse apenas: 'Caia matando!'. E foi o que fiz." Mas a coisa complicada para Sean Penn era que Madonna também andava saindo com Prince, que conhecera numa outra ocasião nos camarins do American Music Awards, em Los Angeles, em 28 de janeiro de 1985. Ele não era seu tipo, e é difícil saber até por que Madonna estava interessada nele, exceto pelo fato de que o respeitava como músico e provavelmente apenas queria saber o que o fazia ser quem era. Prince (cujo nome verdadeiro é Prince Rogers Nelson) era - ainda é - uma pessoa excêntrica, notória por exibir um comportamento estranhamente tímido em particular e uma sensualidade ultrajante - saracoteando de sunga e salto alto - no palco. Durante uma entrevista comigo no mesmo ano em que conheceu Madonna, Prince se recusou a falar. Em vez disso, sentou-se silenciosamente em sua cadeira diante de um prato chinês e passou a noite inteira brincando com o arroz e o camarão, o tempo todo de cara amarrada. Como resposta a cada questão, não acenava afirmativamente nem sacudia a cabeça em negativa. Quando a entrevista terminou, foi embora sem dizer tchau. "E isso, meu amigo, é Prince", disse seu agente a título de explicação. Em seu primeiro encontro, Prince convidou Madonna para acompanhá-lo a uma de suas apresentações em Los Angeles. Embora ela tivesse agendado uma viagem fora de Nova York para começar os ensaios de sua própria turnê, decidiu adiá-la por alguns dias para passar algum tempo com o rock star. Na noite do show, ele a apanhou numa limusine branca imensa e a levou até o Forum, onde era a apresentação. Madonna disse mais tarde que ficou espantada com o forte cheiro de lavanda da diminuta estrela do rock. "Como uma mulher", ela notou. "Senti com se estivesse na presença de Elizabeth Taylor. Ele exala lavanda. Na verdade, aquilo me excitou." Um antigo amigo de Prince, T. L. Ross, que estava na limusine, recorda: "ouvi que ela era muito agressiva, que o pobre sujeitinho tinha de se defender. Ela era muito forte. Segundo ele, tinha a força de dez homens". Como devia se apresentar naquela noite, Prince não queria gastar todas suas forças com Madonna, e sugeriu que esperassem. Após o show, os dois se aventuraram pela noite de Los Angeles e acabariam no Hotel Marquis, em Westwood, numa festa com a turma de Prince. A farra ficou da pesada quando ele subiu numa mesa e começou a tirar a roupa. Subindo junto, Madonna se atracou com ele numa esfregação, com os ombros subindo e descendo e o corpo ondulando. A festa só acabou às cinco da manhã, e Prince e Madonna - de braços dados, praticamente escorando um ao outro - retiraram-se para a suíte particular do ídolo. Nos dois meses seguintes, o casal continuou a se encontrar, embora não parecessem ter muito mais em comum do que seu status de superestrelas. Enquanto ela era honesta e direta, ele era calado e acanhado. Para sorte dos dois, ambos idolatravam Marilyn Monroe. Quando ele Ihe contou que seu quarto estava abarrotado de posteres da deusa loira das telas, Madonna disse que não podia esperar para ver sua memorabilia. Em uma noite romântica, Prince reservou todo o restaurante Yamashiro, que fica no topo de uma montanha, com uma vista de tirar o fôlego das luzes da cidade de Los Angeles. Madonna usava uma saia rendilhada púrpura com um sutiã preto, de marca, se insinuando sob a blusa impecavelmente branca. No restaurante, os dois comeram comida japonesa e então, após três horas do que pareceu a alguns observadores pouca conversa, partiram para um clube noturno chamado Façade. "Passei um tempão rodeando esse assunto porque não sei bem como começar ou como dizer a você", falou Prince quando estavam no clube junto com amigos. Estava sendo mais corajoso do que nunca com ela, e na frente de testemunhas, o que tornava tudo ainda mais surpreendente. "Madonna, acho que a gente devia ficar junto, você e eu. Quero que você seja, sabe...minha garota." Parecendo surpresa, Madonna deixou o pedido em suspense, como que antecipando um arremate de piada. Mas ele não estava brincando, e sim esperando sua resposta. "Hummm", disse ela, franzindo o cenho e olhando como se estivesse tentando imaginar como lidar com o momento. "Puxa, isso é uma coisa para se pensar, não é?" Suas palavras não aparentavam muita convicção. Quando Prince pareceu cabisbaixo, Madonna pegou sua mão. "Ah, venha, vamos dançar!", disse-lhe alegremente enquanto o puxava para a pista de dança. Depois de mais ou menos dois meses, quando já não havia mesmo mais nada para dizerem um ao outro, Madonna se encheu. Os dois haviam gravado algumas canções em seu estúdio de Mineápolis, e uma delas iria até mesmo ser lançada mais tarde. Mas seus amigos se recordam que, enquanto ela reclamava de sua passividade, ele se pegava em sua natureza agressiva. Conforme T. L. Ross: "Prince era cósmico demais para Madonna. Para ele, fazer amor é uma experiência espiritual. Para ela - pelo menos na época -, apenas uma expressão física. Enquanto Prince queria saborear cada momento do ato, ela sentia orgasmos múltiplos. Depois de dois meses, ele terminou. Daí, ela resolveu fazer a cena da mulher desprezada. "Depois que ele demonstrou não ter mais interesse nela, foi aí que os telefonemas começaram. Madonna o importunava por semanas . Mais tarde, ele contou que ela gritava: ‘Como ousa me chutar desse jeito, não sabe quem sou eu?’. Definitivamente, não estava acostumada a levar um fora." Contudo, Madonna teria a última palavra em relação a Prince, anos mais tarde no Los Angeles Times, em outubro de 1994: "Eu jantava com Prince e ele só molhava torrada no chá, muito delicado. Eu enchia o prato de comida diante de mim, perguntando tipo ‘Você não vai comer?'. Ele mexia os lábios, sussurrando um 'não' imperceptível". Em seguida, ela concluiu: "Eu pensei, 'Oh, meu Deus'. Eu tenho uma teoria sobre gente que não come. Elas enchem meu saco". #Q:O fim de Warren:# Em agosto de 1990, depois que Na cama com Madonna foi finalizado, Madonna mostrou a Warren Beatty e a alguns outros amigos seus uma versão inicial do filme na sala de projeção da casa de Beatty. Um amigo dele que estava presente lembra-se de que ela trouxe pipoca para todo mundo – uma dúzia de pessoas - e serviu-as com refrigerante, dizendo: "Quero que pareça com cinema à moda antiga". (Para si mesma, Madonna trouxe uma garrafa de leite de soja e Cheddar Lites - biscoitos de queijo lights.) Então, à medida que o filme seguia e se tornava claro que o linguajar picante de Madonna seria como na vida real, Warren disse aos amigos: "Minha definição de à moda antiga e a definição dela parecem não bater". "Ai, Cristo, quando foi que você ficou tão puritano!", Madonna perguntou a Warren, com o filme rodando e ele se encolhendo e fazendo caretas em certas cenas. "Não se lembra de quando era jovem, livre, rebelde? Quando não era tão cheio de certezas?" Beatty sorriu fracamente. "Muito pouco", disse. "Meu velhinho", disse Madonna carinhosamente, encostando a cabeça em seu ombro. "Teria sido melhor se tivesse ficado em casa olhando para seu calendário erótico de 'Garotas de Hollywood dos Anos 80'." Beatty se virou para outro lado desanimado, vendo Madonna ensinar seus dançarinos a fazer sexo oral, usando uma garrafa como exemplo. Em outra cena, quando Madonna chama Warren de "babaca" e bate o telefone na cara dele, ele sacudiu a cabeça com desaprovação. Provavelmente estava se perguntando se sua namorada podia dizer a diferença entre sua vida pessoal e o mundo do entretenimento. Com certeza, para um homem tão cioso da privacidade como Warren Beatty, a linha que separa as duas coisas devia parecer um tanto indistinta no documentário. Mais tarde no filme, uma conversa entre Madonna e Beatty sobre uma entrega de refeição no quarto foi registrada pela câmera. "Era algo completamente insosso", diz o amigo de Beatty que estava presente nessa projeção. "Não se tratava tanto do que os dois tinham a dizer, mas sim da maneira como diziam. Madonna se comportava como uma vadia, como sempre, e Warren era tolerante, como sempre. Dava pra notar sua tensão crescente à medida que a cena era exibida na frente de todos, apresentando-o como alguém que deixava que ela subisse em suas costas. Havia mais outras cenas com Warren, também, que acho que o deixavam descontente. "No final, conforme os créditos iam passando, muita gente aplaudiu. Warren parecia feliz, mas se você o conhecia saberia que estava apenas fingindo. Ela não parava de insistir, querendo saber o que estava acontecendo com ele. "Qual o problema? Você não gostou do meu filme?", ficava perguntando, como uma criança esperando a aprovação do pai. Finalmente, ele disse: "Quer saber? É que estou com dor dw cabeça. Está tudo bem'. Então, ela começou a esfregar sua nuca, dizendo coisas como: 'Meu papaizinho querido, está tão tenso. É tanta coisa na cabeça...'. Pensei comigo mesmo, Deus do céu, ou ela realmente gosta deste cara, ou pensa que é o pai dela." No dia seguinte, um mensageiro do advogado de Warren Beatty Ihe trouxe uma carta. O papel dizia que certas cenas com Warren deveriam ser cortadas do filme ou ela seria processada. A maioria dos amigos dela previa uma reação explosiva de sua parte, contudo, isso não ocorreu. Se houve alguma discussão entre os dois sobre a admoestação legal, ninguém ficou sabendo. "Ela não disse nada a ninguém", conta Niki Harris. "Mas eu percebi que estava muito triste. E se há uma coisa que as pessoas que convivem com ela sabem muito bem é que se Madonna não traz o assunto à baila, é melhor você ficar quieto. O fato de não ter dito uma palavra sobre aquilo significava, ao menos para mim, que estava bastante aborrecida." No final, as cenas em questão foram removidas do filme. Mais tarde, Madonna se queixou ao escritor Don Shewey: "Havia conversas ao telefone que eu achava muito comoventes, tocantes, reveladoras, mas Warren não sabia que estávamos gravando. Não era justo, sem falar que é um crime federal. Ele, mais do que ninguém, estava relutante em ser filmado. No final das contas, acho que não respeitava o que eu estava fazendo nem levava a coisa a sério. Simplesmente achava que eu não estava fazendo merda nenhuma, só um filme caseiro." Por ocasião do lançamento (maio de 1991), alguns espectadores ficaram espantados que Madonna houvesse deixado intacto outro memento surpreendente e genuinamente cândido. Como andava com problemas de garganta, visitou um médico especialista. Quando perguntaram a Madonna se queria que a consulta fosse filmada, Warren Beatty, também presente, observou: "Ela não quer nem viver longe das câmeras, quanto mais falar". Após o lançamento do filme, ela explicou: "Acho que o que Warren estava tentando dizer é que ele é muito tímido e reservado e não compreende minha falta de inibição, pois é o oposto de mim. O que há de tão íntimo em relação à minha Garganta? guer dizer, meu Deus, todo mundo sabe quando fiz um aborto, quando me casei, quando me divorciei, quando estou rompendo com alguém. Minha garganta agora é tão íntima? De qualquer maneira, as câmeras não me seguiam 24 horas por dia. Elas não estavam no quarto quando eu estava trepando". Houve alguns incidentes, contudo, que Madonna decidiu não mostrar para o público. Por exemplo, durante as três noites de apresentações em Boston, ela causou tantos problemas para a equipe do Boston Harbor Hotel que provavelmente sua passagem jamais será esquecida por lá. Ela e seu grupo reservaram mais de trinta quartos do nono ao décimo primeiro andar, ao custo de 48 mil dólares. As coisas ficaram difíceis para a cozinha do hotel, pois toda a comida dela tinha de ser trazida de Hong Kong. "Ficava absolutamente furiosa se tivesse de esperar mais do que vinte minutos por algum prato especial", disse Diane Demitri, que era a guest relations nessa época. "Não sabíamos como fazer aquelas comidas, e os pobres chefs ficavam na cozinha procurando feito loucos por instruções em livros de receitas asiáticos, enquanto Madonna ligava de dez em dez minutos gritando: 'Cadê a porra do meu macarrão! Cadê a porra do meu macarrão!'." Madonna também frisou que nenhum funcionário do hotel podia pedir seu autógrafo ou tentar conversar com ela se a visse no elevador. "Nenhum empregado que entrasse em contato com ela estava autorizado a se dirigir a ela ou mesmo agir como se a houvesse reconhecido", disse Diane Demitri. "Ela se registrou sob o nome de Kit Moresby [uma personagem de um de seus livros prediletos, O céu que nos protege], e mesmo que você soubesse que era Madonna no interfone pedindo o serviço de quarto, tinha de se dirigir a ela pelo outro nome. "A governanta me chamou certa manhã e disse: 'A srta. Moresby está aborrecida porque diz que a água de seu banho está com uma cor esquisita'. Disse-lhes para enviar alguém ao seu quarto imediatamente. Quando o homem chegou lá em cima, deu com a srta. Moresby metida num robe branco, andando pelo quarto, lívida. Infelizmente, ela estava certa. O encanamento corroído pela ferrugem dera um tom levemente escuro à água. Quando ele se desculpou, a 'srta. Moresby’ pegou a toalha enrolada em sua cabeça, fez uma bola com ela e atirou em sua direção. 'Como você espera que uma mulher tome banho nessa lama?', gritou. Tenho um show para fazer esta noite. Faz idéia do estresse que estou passando? Faz idéia do tormento que é minha vida?' "Quando ela e sua turma deixaram o hotel, todos deram um suspiro de alívio", disse Diane Demitri. "Quando fomos a sua suíte, vimos que deixara na bandeja do serviço de quarto um cartão com seu nome, em que escreveu: 'Que espelunca!'."

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  • Jackson Coelho

    Ter 11 Set 2007 07:20

    Adorei o seu blog!

  • mailtoKatiele

    Ter 11 Set 2007 07:16

    Eu quero +!!!

    ADOREI O SEU BLOG, MEUS PARABNS!