CATULLO DA PAIXAO CEARENSE  (GRANDES NOMES) escrito em domingo 01 julho 2007 15:42

bibliografia:
 

Nasceu Catulo da Paixão Cearense em 8 de outubro de 1863,  em São Luiz ,Estado do Maranhão, à rua Grande, (hoje Oswaldo Cruz)  nº  66. 
Filho de Amâncio José Paixão Cearense (natural do Ceará) e Maria Celestina Braga ( natural do Maranhão).
Sua infância até os 10 anos se passou em São Luiz do Maranhão.
Transferiu-se para o sertão agreste cearense onde seus avós maternos portugueses eram fazendeiros, permanecendo por lá até os 17 anos.
Em 1880 em companhia de seus pais e irmãos (Gil e Gerson) mudou-se para o Rio de Janeiro, na rua São Clemente nº  37, Botafogo.
Aos 19 anos interrompeu os estudos e abraçou o violão, instrumento naquela época, repelido dos lares mais modestos.Iniciante tocador de flauta, a trocou  pelo violão, pois assim,  podia cantar suas modinhas.
Nesse tempo passou a escrever e cantar as modinhas como, “Talento e Formosura”, “Canção do Africano”  e “Invocação a uma estrela”.
Moralizou o violão levando-o aos salões mais nobres da capital.
Em 1908, deu uma audição no Conservatório de Música.
Catulo foi autodidata autentico. Suas primeiras letras foram ensinadas por sua genitora e toda sua grande cultura foi adquirida em livros que comprava e por sua franquia à Biblioteca do Senador do Império, por ser professor dos filhos do Conselheiro Gaspar da Silveira .
“Aprendi musica, como aprendi a fazer versos, naturalmente”, dizia o Velho Marruêro.
Seu pai faleceu em 1 de agosto de 1885, desgostoso por seu filho ter abandonado os estudos para ser poeta, sem tempo de assistir a moralização do violão, o que veio a marcar tremendamente Catulo.
À medida que envelhecia mais se aprimorava. Catulo homem, não se modificava, sempre fiel ao seu estilo. “...Com  gramática ou sem gramática,  sou um grande Poeta..”.
A sua casinhola em Engenho de Dentro, afundada no meio do mato era histórica. Alí recebia seus admiradores, escritores estrangeiros, acadêmicos nacionais, sempre com banquetes de feijoada e o champagne nunca substituía o paratí, por mais ilustre que fosse o visitante.
As paredes divisórias eram lençóis e sempre que previa a presença de pessoas importantes, dizia para a mulata transformada em dona de casa. “Cabocla , lave as paredes amanhã , que Domingo vem gente!”
Sua primeira modinha famosa  “Ao Luar” foi composta em 1880.
Em algumas composições teve a colaboração de alguns parceiros: Anacleto Medeiros, Ernesto Nazareth, Chiquinha da Silva, Francisco Braga e outros.
Como interprete, o maior tenor do Brasil, Vicente Celestino.
Catulo morreu aos 83 anos de idade, em 10 de maio de 1946,a rua Francisca Meyer nº 78, casa 2. Seu corpo foi embalsamado e exposto a visitação  pública até 13 de maio, quando desceu a sepultura no cemitério São Francisco de Paula , no Largo do Catumbí,  ao som de “Luar do Sertão”.
Catulo deixou inúmeras obras, tais como;
 Canções musicadas 
- Luar do Sertão
- Choros ao Violão
- Trovas e Canções
- Cancioneiro Popular
- A Canção do Africano
- O Vagabundo
- Etc...

Livros de Poemas:
- Meu Sertão
- Sertão em Flor
- Poemas Bravios
- Mata Iluminada
- Poemas Escolhidos
- O Milagre de São João
- Etc....

Obras teatrais;
- O Marroeiro
- Flor da Santidade
- E o clássico  “Um Boêmio no Céu “.

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Todos os comentários desse artigo:
CATULLO DA PAIXAO CEARENSE

  • mailtoEdison Coelho

    Qui 04 Dez 2008 01:53

    Catulo é um Gênio Imortal a serviço da Literatura brasileira!

  • mailtoJESSICA RAQUEL CARVALHO MONTEI

    Qui 29 Mai 2008 22:50

    ESTOU PESQUISANDO SOBRE CATULO; POR A PROFESSORA DE PORTUGUES NOS ENCENTIVAR A GRANDES POETAS DO MARANHAO; LENDO O TEXTO OBSERVO QUE E UM TEXTO QUE FALAA BASICAMENTE DE TUDO;UM TEXTO ENTERESANTE
    QUE NÃO SO OS GRANDES POETAS MORAM EM SÃO PAULO;RIO...
    MAS AQUI NO MARANHÃO