| Quando o carnaval
chegar Carlos Diegues - 1972 O filme narra o cotidiano de uma trupe
integrada por três cantores populares sem sucesso. O
empresário consegue um contrato para cantarem no carnaval
oficial e, a partir daí, surgem conflitos relacionados com
as pressões que sofrem por parte da contratante, na pessoa
de seu representante.
As ameaças da organização geram na trupe uma discussão sobre a validade de cantar para o rei ou para o povo. |
Os saltimbancos
trapalhões
J.B.
Tanko - 1981
Os Trapalhões trabalham
num circo onde de empregados marginalizados passam a ser a maior
atração.
Didi (Renato Aragão)é o líder do grupo.
Ingênuo, está apaixonado por (Lucinha Lins), Karina
filha do dono do circo, o Barão (Paulo Fortes). Dedé
(Dedé Santana), lúcido e amigo, protege Didi das
muitas trapalhadas em que ele se mete, enquanto Mussum e Zacarias,
como dois bons malandros, reclamam do regime de escravidão
imposto pelo Barão, mas tiram partido de qualquer
situação.
O Barão é um nobre arruinado, avarento e brutal. Com
a ajuda do sócio, o mágico Assis Satã(Eduardo
Conde), tenta juntar uma grande fortuna para reviver o fausto que a
família teve no passado e promover para a filha um casamento
milionário.
Mas Karina não aprova os planos do pai. Amiga dos humildes
trapalhões, está apaixonada pelo Frank, o acrobata
(Mário Cardoso), disputando com a domadora de feras Tigrana
(Mila Moreira) o amor do rapaz.
Frank, apesar de apaixonado por Karina, critica o Barão,
mostrando aos Trapalhões o quanto eles são
explorados. Sem eles o circo iria à falência.
Satã, com ciúmes de Tigrana, e o Barão,
querendo afastar Frank de Karina, armam um plano para eliminar o
acrobata, deixando-o prisioneiro numa masmorra junto com o King -
um leão faminto e feroz.
Depois que Frank desaparece, os Trapalhões, revoltados,
convencem Karina a fugir do circo e juntos tentarem uma vida nova
na grande cidade. Mas descobrem que a esperança de um mundo
melhor na grande cidade não significa a liberdade
desejada.
Retornam ao circo. Libertam FRANK. E, todos juntos, lutam contra
aqueles que os exploravam. Vencido, o Barão entrega o circo
para os Trapalhões.
Didi fica triste quando descobre que Karina está apaixonada
por Frank. enfim, ele conseguiu realizar outro sonho: transformar o
circo numa comunidade feliz onde todos os que trabalham têm
os seus direitos garantidos.
| Para viver um
grande amor Miguel Faria Jr. - 1983 Inspirado no musical Pobre menina
rica, de Carlos Lyra e Vinícius de Morais, Para
viver um grande amor é o sétimo filme de Miguel
Faria Jr.
A história original - que narrava as aventuras de uma comunidade de mendigos no Rio de Janeiro e o amor de um deles, o mendigo - poeta - cantor por uma menina rica - passava-se num Brasil de 20 anos atrás, recém-saído do surto desenvolvimentista do governo Juscelino e anterior à explosão urbana e ao agravamento das contradições sociais nas grandes cidades brasileiras. Na adaptação, a história foi projetada para um momento futuro utópico, um indefinido de transformação, onde começam a se extinguir as diferenças de classe. Em pânico pelas fortes tensões sociais, ricas familias partem às pressas de suas casas, fugindo para o estrangeiro sem olhar para trás. Prédios vazios, propriedades de ninguém é o que restou pelos bairros elegantes do Rio de Janeiro. Vindo de todos os lugares, por todas as ladeiras, morros e favelas, o povo se espalha enfim por sua cidade e aos poucos começa a construir uma nova realidade. Para viver um grande amor foi criado a partir dessa utopia, dessa brincadeira, como uma comédia musical onde as coisas acontecem num clima de fantasia, de sonho, sem um compromisso concreto com a realidade. |
| Ópera do
malandro Ruy Guerra - 1985 Da peça musical de Chico
Buarque, o diretor Ruy Guerra (Os cafajestes, Os fuzis)
extraiu um dos filmes mais premiados de 86. Convidado para encerrar
a Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes, foi premiado com
melhor direção no III FestRio. São 16
canções de sucesso que Chico Buarque escreveu numa
história inspirada na Ópera dos três
vinténs, de Brecht (por sua vez inspirada em
peça de John Gay). Passa-se nos anos 40, em plena, II Guerra
Mundial, na Lapa, antigo bairro boêmio do Rio de Janeiro. Max
(Edson Celulari) é um malandro elegante e sem
escrúpulos que explora Margot (Elba Ramalho), cantora de um
cabaré dirigido por Otto Strudell (Fábio Sabag),
chefe da espionagem nazista da região. Margot é
ex-mulher de Tigrão (Ney Latorraca), chefe da
polícia, amigo e rival de Max. Através de Geni (J.C.
Violla), um travesti apaixonado por ele, Max fica sabendo da
chegada ao Rio de Ludmila (Cláudia Ohana), filha de
Strudell, uma moça com aparência de ingênua, mas
na verdade muito esperta: por causa da guerra, ela quer ficar rica
fazendo contrabando.
EstorvoRuy Guerra - 2000 Depois de uma noite mal dormida, o
protagonista (Eu) acorda com a campainha da porta tocando
insistentemente. Pelo olho mágico, vê um desconhecido
que lhe lembra alguém que não consegue identificar.
Não sabe porque aquele homem está ali, nem o que pode
querer, mas tem uma certeza imediata: ele representa uma
ameaça para sua vida. Veste-se às pressas, aproveita
uma distração do visitante e consegue escapar. Mas,
não tem a menor dúvida de que o desconhecido se
lançou no seu encalço e que o pesadelo apenas
começou. E assim, inicia-se uma alucinante
perseguição através da cidade.
BenjamimAcossado, desconfiado de tudo e de todos, afrontando a violência cotidiana, o seu próprio passado, os seus fantasmas, revê amigos que há muito não encontrava, tenta o contato com a mãe muda e ausente, busca proteção da irmã com quem sempre manteve uma relação ambígua, procura apoio da ex-mulher e vai se envolvendo numa trama de suspense crescente com uma série de personagens extremados, lançando-se numa fuga sem destino que penetra cada vez mais fundo no seu próprio mundo. Monique Gardenberg - 2003 Filme baseado no livro homônimo
de Chico Buarque. Benjamim Zambraia é um ex-modelo
fotográfico que se sente ridicularizado por sua pseudo-fama:
é um rosto familiar a todos por causa dos inúmeros
anúncios publicitários que fez, mas ninguém
sabe seu nome. Ele anda desanimado com a vida e sem
perspectivas.
Certo dia conhece Ariela Mazé, por quem se apaixona imediatamente. Há uma forte razão para isso: a garota é idêntica a Castana Beatriz, a única mulher que amou em sua vida, trinta anos atrás, quando estava no auge da carreira de garoto-propaganda. Por ciúmes ou obsessão, ele conduziu militares até Castana e seu amante guerrilheiro, causando a morte dos dois. Poderia ser Ariela filha de Castana Beatriz? A diretora soteropolitana Monique Gardenberg é empresária do meio artístico, responsável por festivais de jazz e de dança. É também diretora de videoclipes e DVDs de shows, como Caballero da Fina Estampa/1996 e Prenda Minha/1999, de Caetano Veloso. Dirigiu também a peça de teatro Os Sete Afluentes do Rio Ota. Estreou no cinema com o curta Diário Noturno/1992. Seu primeiro longa foi o premiado Jenipapo/1996. |

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