Nada melhor do que rever os amigos. Desmanchar as gavetas,revirar os armários. reler velhos cartões e cartas antigas... Ter a sensação de volta ao tempo. Ri de momentos engraçados que já se foi. sentir o doce perfume da infância que já se fora a tanto tempo. O que seria do presente se não visitarmos o passado? Há momentos engavetados de nossa história que é impossível esquecer. Tá lá o doce acalanto das canções da vovó. O cheirinho de café da titia com pão passado na manteiga e o queijo derretendo . Os amigos da escola do ensino fundamental que agente muitas vezes nem ver mais... O amor que um dia jurou ser eterno ,que não existe nem nas canções escolhidas para o repertório de nossas vidas. E por falar em saudades ,me vem até um nó no peito e os olhos a lacrimejar a espera de um tempo tão bom que se foi e nunca mais voltará.
Estou de volta,depois de tanto tempo tentando postar no blog
consegui.Como presente deixo os amigos um presente em forma de
canção!Fico feliz pelos comentários postados,mais feliz ainda em
saber que de uma certa forma consegui ajudar e passar algo para
vocês.Podem entrar e ficar a vontade.Sejam sempre bem vindos!
Ulysses do
Rêgo
Quis ser de todas as idades.
Autor dos celebres O Soldadinho de
Chumbo, O Patinho Feio ou O Fato Novo do Imperador, Hans Christian
Andersen, nasceu a 2 de Abril de 1805, em Odense, na Dinamarca, no
seio de uma família humilde.
Depois da morte do pai, que lhe costumava
contar histórias com a ajuda de um teatro de fantoches, mudou-se
para Copenhaga. Nunca casou nem teve filhos e, em 1835, publicou os
dois primeiros dos 156 contos que haveria de escrever, inspirado no
mundo de fadas e duendes e na tradição popular
dinamarquesa.actor, cantor, e
bailarino. Acabou por criar contos
infantis que se tornaram ficções para
leitores
A Princesa e a Ervilha
Era uma vez um príncipe que queria casar com uma princesa — mas tinha de ser uma princesa verdadeira. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma, mas havia sempre qualquer coisa que não estava certa. Viu muitas princesas, mas nunca tinha a certeza de serem genuínas havia sempre qualquer coisa, isto ou aquilo, que não parecia estar como devia ser. Por fim, regressou a casa, muito abatido, porque queria uma princesa verdadeira. Uma noite houve uma terrível tempestade; os trovões ribombavam, os raios rasgavam o céu e a chuva caia em torrentes — era apavorante. No meio disso tudo, alguém bateu á porta e o velho rei foi abrir. Deparou com uma princesa. Mas, meu Deus!, o estado em que ela estava! A água escorria-lhe pelos cabelos e pela roupa e saía pelas biqueiras e pela parte de trás dos sapatos. No entanto, ela afirmou que era uma princesa de verdade. — Bem, já vamos ver isso — pensou a velha rainha. Não disse uma palavra, mas foi ao quarto de hóspedes, desmanchou a cama toda e pôs uma pequena ervilha no colchão. Depois empilhou mais vinte colchões e vinte cobertores por cima. A princesa iria dormir nessa cama. De manhã, perguntaram-lhe se tinha dormido bem. — Oh, pessimamente! Não preguei olho em toda a noite! Só Deus sabe o que havia na cama, mas senti uma coisa dura que me encheu de nódoas negras. Foi horrível. Então ficaram com a certeza de terem encontrado uma princesa verdadeira, pois ela tinha sentido a ervilha através de vinte edredões e vinte colchões. Só uma princesa verdadeira podia ser tão sensível. Então o príncipe casou com ela; não precisava de procurar mais. A ervilha foi para o museu; podem ir vê-la, se é que ninguém a tirou. Aqui têm uma bela história!
Hans Christian Andersen
Se eu morrer antes de você,
faça-me um favor:
Chore o quanto quiser,
mas não brigue com Deus
por Ele haver me levado.
Se não quiser chorar, não chore.
Se não conseguir chorar,
não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.
Se alguns amigos contarem
algum fato a meu respeito,
ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo,
só porque morri,
mostre que eu tinha um pouco de santo,
mas estava longe
de ser o santo que me pintam.
Se me quiserem fazer um demônio,
mostre que eu talvez tivesse um pouco
de demônio, mas que a vida
inteira eu tentei ser bom e amigo.
Espero estar com Ele o suficiente para
continuar sendo útil a você, lá onde estiver.
E se tiver vontade de escrever
alguma coisa sobre mim,
diga apenas uma frase:
- "Foi meu amigo,
acreditou em mim
e me quis mais perto de Deus!"
- Aí, então, derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la,
mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituído,
irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando,
dê uma espiadinha na direção de Deus.
Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz
vendo você olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai,
aí, sem nenhum véu a separar a gente,
vamos viver, em Deus,
a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas?
Então ore para que nós vivamos
como quem sabe que vai morrer um dia,
e que morramos como
quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu
para mais perto da gente,
e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você,
acho que não vou estranhar o céu...
"Ser seu amigo...
já é um pedaço dele..
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